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Ryanair prevê congelamentos salariais face ao aumento do preço do combustível

Ryanair prevê congelamentos salariais face ao aumento do preço do combustível

A Ryanair está a considerar congelamentos temporários de salários e um maior recurso à Inteligência Artificial para reduzir os custos, face à subida dos preços do combustível associada ao conflito no Médio Oriente. A empresa estima um aumento de dois mil milhões de euros na fatura do combustível e avisa que os passageiros têm de preparar-se para "forte aumento do custo dos voos".

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Reuters

"A menos que haja uma resolução rápida do conflito no Médio Oriente, prevemos que os preços do querosene [combustível derivado do petróleo usado na aviação] mantenham-se elevados durante grande parte de 2027" explicou o presidente executivo (CEO) do grupo, Michael O`Leary, citado no comunicado sobre os resultados financeiros.

Para o exercício em curso, que termina em 31 de março de 2027, a Ryanair tem 80% das necessidades de combustível cobertas, a um preço de cerca de 67 dólares por barril, inferior aos preços atuais. Mas para 2027-2028, apenas 25% das necessidades estão, nesta fase, cobertas, a um preço de cerca de 95 dólares por barril.

Com base nos preços de futuros atuais, a Ryanair prevê um aumento de cerca de 2.000 milhões de euros na fatura de combustível.

Desta forma, "para fazer face a esta situação, estamos a rever todos os custos das companhias aéreas do grupo", referiu o CEO.

Entre as medidas previstas estão congelamentos temporários de salários aquando da renovação dos acordos coletivos e "um maior recurso à IA" para melhorar a produtividade das operações e dos serviços administrativos.

De acordo com a transportadora, o conflito no Médio Oriente deverá resultar na subida das tarifas no próximo ano. "Os viajantes devem preparar-se para um forte aumento do custo dos voos, a menos que os preços do petróleo desçam significativamente", lê-se na informação divulgada pela companhia aérea.

Face ao elevado custo do combustível, a Ryanair anunciou, no início de setembro, uma redução de voos para este inverno.

Os lucros da companhia aérea `lowcost` caíram 15% para os 2.150 milhões de euros no primeiro semestre fiscal (abril-setembro).

A Ryanair revela que é cedo para apresentar uma previsão de lucros para todo o ano, tendo em conta a incerteza em torno dos conflitos, dos preços do combustível, da evolução económica mais ampla e das perturbações no controlo de tráfego aéreo europeu.


c/Lusa
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